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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SEOP assume compromisso com iniciativa privada e quem cumpre a regra são os barraqueiros.

A Resolução SEOP que regula o funcionamento do comercio ambulante no carnaval é no mínimo hilária.

Estabelece em seu artigo 17 a forma de comercialização de produtos; regra impossível de ser cumprida, como a obrigatoriedade dos ambulantes venderem somente produtos ligados à marca que financia o carnaval.

A prefeitura não pode assumir uma obrigação que deverá ser cumprida por terceiros. Ao abrirem para a iniciativa privada, deixaram a obrigação para os barraqueiros cumprirem.
Quero ver não venderem bebidas de outras marcas.

Nem todas gostam da boa, preferem viver a vida sem frescuras, ou ainda deixar tudo redondo.

Os agentes de controle urbano vão cortar um dobrado para fazer cumprir a regra.

Além disto aumentaram o numero de barracas que serão sorteadas. Antes eram 200, agora são 250.

O predio dos correios está em obras, só isto já tira da região um grande numero de barracas.

Onde vão colocar os que deverão ser retirados da área do correio e os 50 novos?????

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

SEOP atira no proprio pé

Se já não bastasse terem, probido e liberado o coco; privatizado a praia; apreendido os brinquedos do Baixo Bebe e depois devolvido. Agora querem privatizar o carnaval.
Esquecem-se que os blocos são livres e de que nada adianta tentar impor-lhes marcas.

É mais um tiro no pé da SEOP

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Decreto que cria regras para o carnaval já nasce morto

Cultura não se regula: se apóia. Os movimentos sociais são livres. De nada adianta imaginar que aquele bloco que se reúne, praticamente na sexta-feira do carnaval, tenha agora, no mês de agosto, tudo aquilo que a prefeitura demanda.
Os gestores da SEOP - Secretaria Especial de Ordem Pública - precisam aprender um pouco sobre os movimentos espontâneos da população, sobre economia informal e, principalmente, sobre cultura popular.

Posso citar aqui diversos exemplos espalhados pela história de que Cultura não se reprime.
Um dos maiores fracassos foi a proibição das rodas de samba na Cidade. No mundo de hoje, tentam barrar o crescimento do Funk. Os jornais, por sua vez, já estampam matérias que mostram o resultado do embate: o número de freqüentadores nos bailes funks aumentou nos últimos dias.

De nada adianta só reprimir. Primeiro por que não existe capacidade operacional para reprimir tudo, seria necessário termos um fiscal / guarda / policial para cada cidadão, sem contar que alguns mais afoitos e menos treinados poderiam aderir à folia, depois, o mais importante é entender os movimentos e adequar as necessidades da cidade, discutindo caso a caso.

Assim, o Decreto que cria regras para o carnaval já nasce morto. A regra imposta de baixo para cima, sem a experiência dos técnicos e a necessária discussão pública, baseada apenas na vontade de manter-se na mídia, vai dar um choque na SEOP.

Os atuais gestores não sabem que o carnaval é um movimento de espontaneidade. É livre, como um corcel que corre pelas pradarias: não adianta tentar colocar freio, pois o bicho tem nica na orelha.

É preciso dialogar.

E para que ninguém diga por aí que sou a favor da desordem, sugiro que desarquivem o planejamento operacional criado pela Coordenação de Controle Urbano para o Carnaval de 2007 - e que foi logo ampliado para o Carnaval de 2008.

Ah! Importante agregar ao Planejamento, os meios operacionais e equipamentos policiais de que a SEOP dispõe hoje. Pode dar melhor resultado.

E viva a espontaneidade do Carioca.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Desordem Urbana

A Globo e seus patrocinadores.

No último dia 11, a TV Globo estampou em seus jornais regionais (veja vídeo logo abaixo), a imagem da desordem. Buscava com isto imprimir uma mensagem negativa a respeito do tema.

As imagens mostravam diversos ambulantes comercializando seus produtos. Grifamos porque tal ação necessita de pelo menos dois agentes. Aquele que vende e aquele que compra. Quem vende, só se estabelece, mesmo que temporariamente e informalmente, quando consegue colocar seus produtos no mercado. Assim sendo, não podemos deixar de considerar que exista um mercado consumidor que é atendido diretamente pela informalidade.

Blocos, na sua maioria exigem combustível para alegria, e esta vem na forma de cerveja. Durante o carnaval, em diversos bairros da cidade, o que se via era uma profusão de “boas e redondas”; difícil era achar um folião que não estivesse com uma latinha nas mãos.

Cabe aqui lembrar que, a mídia nacional, tem forte apelo comercial e influi diretamente nas vendas dos produtos anunciados. Mais do que isso, boa parte de suas rendas vem da publicidade das cervejarias.


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Ouça também, o mesmo assunto, discutido na Rádio Globo com Loureiro Neto, Dicró e Lucio Costa.

Rádio Globo - Loureiro Neto


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